Cancioneiro popular tradicional

Localizada junto à Serra do Marão, Amarante insere-se num território de transição – não somente na sua dimensão físico,
mas também na sua dimensão cultural, social e económica – entre as áreas do litoral, mais urbanizadas e densamente
povoadas do Douro Litoral e as caraterísticas mais rurais, agrícolas e do interior que marcam Trás-os-Montes.
Esta confluência reflete-se necessariamente num cancioneiro popular tradicional.

Grupo de Bombos

Este cancioneiro popular tradicional marcado pela influência destas duas sub-regiões do Norte de Portugal como aquele que podemos ainda hoje encontrar em Amarante, nomeadamente no repertório de cantigas, músicas e danças presente no conjunto vasto e ainda dinâmico de grupos e ranchos folclóricos, grupos de bombos e de tunas rurais aqui sedeados.

É especialmente relevante a utilização de alguns instrumentos musicais típicos desta região que, pelo menos até ao início do século XX, estavam ainda muito presentes na vida quotidiano das populações de Amarante, nomeadamente nas atividades agrícolas e nas festividades religiosas e populares, como as célebres “chuladas” (género musical tradicional que era também uma dança popular, frequentemente nos convívios entre as camadas mais populares da população, caraterizando-se pelos cantares ao desafio, em geral acompanhados pela rabeca, violão ou viola amarantina, pequeno tambor e ferrinhos, e que poderiam durante toda a noite).