Redes

O funcionamento da cidade está assente num sistema de redes sociais, culturais, económicas, de nível regional, nacional ou internacional. As pessoas, as associações, as instituições, os municípios, etc., integram estas redes com o objetivo de melhorarem a qualidade de vida nos seus territórios e de fortalecerem a sua autonomia e posicionamento numa escala local-global.

Neste sentido, Amarante tem vindo, ao longo da última década, a estruturar e a solidificar as suas redes sociais, culturais e económicas, não só dentro da cidade, olhando para os seus residentes e visitantes, mas também expandindo para fora dos limites da cidade e procurando estabelecer relações com outras urbes na região, no país e no mundo.

Tendo uma estrutura de pequena/média dimensão, à escala nacional, Amarante procura pensar e agir a nível local através de um modelo participativo e horizontal que envolva os seus cidadãos na construção de uma cidade segura, sustentável e saudável.

Com este propósito o Município possui atualmente a funcionar dois espaços de discussão e reflexão aberta sobre a cidade e os grandes desafios que se colocam ao seu desenvolvimento urbano sustentável, o City Centre Doctor e o Change!, onde se agregam diferentes agentes e instituições locais. Simultaneamente, este projetos são ainda contextos de promoção de redes de cooperação com outras cidades, instituições e cidadãos da Europa, designadamente em termos de trocas de conhecimentos, experiência e boas práticas. Ambos estes projetos são apoiados, técnica e financeiramente, pelo programa cooperação territorial no espaço europeu URBACT, e visam fomentar redes, coesão e capital social, contribuindo para a redução de fragmentações na cidade e para a capacitação dos seus cidadãos para uma cidadania ativa.

A nível sub-regional, Amarante integra a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa. Esta rede de municípios procura fortalecer relações entre municípios vizinhos, estimulando uma atuação conjunta e coordenada benéfica a cada um dos concelhos e para o conjunto do território do Tâmega e Sousa.

Simultaneamente, Amarante integra a Rota do Românico, projeto intermunicipal de valorização do património que integra atualmente cerca de 60 monumentos de origem românica espalhados pelos vales do Sousa, Tâmega e Douro, na região Norte de Portugal. A Rota do Românico procura preservar o património e disseminar conhecimento sobre o período do Românico em Portugal.

Ainda através da Rota do Românico, Amarante tem participado noutros projetos de cooperação a nível regional e internacional, designadamente no âmbito da Transromanica, associação que envolve 12 entidades envolvidas na valorização e promoção do património românico no espaço europeu e cujo trabalho em sido reconhecido internacionalmente, nomeadamente pelo Concelho da Europa.

Paralelamente, a Câmara Municipal de Amarante tem estabelecido diversas outras pontes de cooperação e trabalho no plano internacional. Especificamente relacionadas com a área artística e cultural, destacam-se seguidamente algumas iniciativas de cooperação internacional desenvolvidas a este nível.

Em primeiro lugar, as diversas iniciativas de cooperação de Amarante com as cidades geminadas de Àcheres (França) e de Wiesloch (Alemanha) que, muitas vezes assumem um âmbito bastante amplo, abrangendo dimensões ligadas ao desenvolvimento económico, social e cultural. Aqui, destacam-se as várias oportunidades de circulação de grupos e formações musicais de Amarante, levadas a cabo neste contexto.

Por outro, Amarante promove regularmente programas de intercâmbio internacional com escolas artísticas de outras cidades, fomentando assim a troca de boas práticas. O caso do intercâmbio entre o Conservatório de Música e Dança e a escola de música de Peyrehorade, La Musicale des Gaves, em França. Neste âmbito, os alunos e professores destas escolas têm oportunidade de trocar experiencias, a nível artístico e pedagógico, ensaiando e atuando em conjunto.

Amarante pertence ainda a uma rede europeia dedicada às artes plásticas e ao trabalho de jovens criativos – o Salão de Jovem Criação Europeia – no qual estão representados oito países europeus, incluindo Portugal. Iniciada em 2000, esta rede pretende apoiar a criação, produção e disseminação de jovens artistas plásticos, através da realização de exposições itinerantes pelos diferentes países.

Por último, e de forma a demonstrar o papel relevante da estrutura associativa da cidade na integração de redes de âmbito internacional, realce-se o trabalho que a Propagode tem desenvolvido em prol da preservação e promoção da viola amarantina.

No plano internacional, destaca-se aqui a participação da Propagode em duas edições das Mostras Internacionais de Violas de Arame do Brasil, em Minas Gerais, em que teve oportunidade de realizar uma oficina, concerto e palestra sobre a viola Amarantina, difundindo assim este instrumento típico de Amarante e estabelecendo sinergias com instrumentos semelhantes no Brasil.

”Todo o contexto da cidade é muito envolvente (…) tem uma cultura musical forte que vem das tradições, mas que está em busca das novidades.”

Lu Araújo
Diretora do Festival Mimo

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“O grande desafio é dar continuidade às grandes linhas com que a cidade já se afirma. A cada concerto, a cada ação (…) poder juntar-lhe conteúdos novos e diversificados para que a oferta seja um contributo efetivo para a dinâmica e crescimento da sociedade.”

José Ferreira Lobo
Diretor Artistico e Maestro Titular da Orquestra do Norte

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“A Rota do Românico acolheu com muita alegria o convite [para se associar à candidatura]. Uma particularidade que falamos ao longo do processo da elaboração desta candidatura, foi a capacidade dos espaços acolherem vários tipos de música e de som.”

Rosário Machado
Diretora da Rota do Românico

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“Faz todo o sentido que esta candidatura aconteça precisamente para pegar nessa matéria prima e leva-la para um novo patamar (…) toda uma indústria que existe à volta da música, pode aproveitar esta candidatura de Amarante para expandir a sua actividade.”

Artur Silva
Produtor e Programador de Eventos Culturais

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“Lembro-me de muitos concertos da Orquestra [do Norte] aqui em Amarante, porque está quase sempre cheia, e para os músicos é um prazer tocar para tantas pessoas.”

Isabel Cupeiro
Violoncelista da Orquestra do Norte

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