Espaços histórico-monumentais

É no centro histórico da cidade que se encontram grande parte dos espaços histórico-monumentais, tais como as igrejas e a ponte São Gonçalo, classificada como monumento nacional. A música têm invadido estes espaços ao longo dos últimos anos no sentido de requalificar a sua utilização, maioritariamente de passagem e culto. Assim com uma programação mais esporádica ou regular, estes espaços patrimoniais de Amarante apresentam espetáculos musicais de diferentes géneros e para diferentes públicos, desde Djs na ponte de São Gonçalo até concertos de órgãos na igreja de São Gonçalo.

Ponte S. Gonçalo

Monumento nacional desde 1910, a construção da Ponte de S. Gonçalo teve início no ano de 1781, no reinado de D. Maria I e abriu ao trânsito em 1790. Em 1791, foram adicionadas quatro pirâmides. Segundo a tradição local, a ponte que terá existido primitivamente neste local foi erguida, por volta de 1250, com recursos recolhidos na região por S. Gonçalo de Amarante. A esta ponte se associam milagres de S. Gonçalo: remover enormes pedras com as suas mãos, fazer brotar água das pedras para saciar a sede e convocar os peixes para servir de alimento.

Igreja e Convento de São Gonçalo

A história local indica que neste lugar terá existido anteriormente uma ermida erguida por S. Gonçalo de Amarante no início do século XIII. Sobre este local iniciaram-se, em 1543, as obras de construção da igreja e convento dominicano por ordem de D. João III de Portugal e D. Catarina de Áustria. A Igreja de São Gonçalo possui um órgão de tubos ibérico móvel e um fixo. Aqui decorre anualmente, desde 2013, a Semana de Música Sacra de Amarante, que procura trazer à cidade os melhores músicos no âmbito da música sacra nas áreas do órgão, do canto e de direção coral. Esta Igreja recebe também concertos regulares da Orquestra do Norte.

Igreja do Senhor dos Aflitos (de São Domingos)

Sobranceira à Igreja de São Gonçalo, esta Igreja foi construída pela Ordem Terceira de São Domingos e foi concluída em 1725. A imagem do Nosso Senhor dos Aflitos encontra-se no altar-mor. Num espaço contíguo à Igreja de São Domingos encontra-se o Museu de Arte Sacra. A igreja de São Domingos possui um órgão de tubos ibérico que para além de servir de apoio ao culto é utilizado para atuações abertas ao público e inseridas na programação regular da paróquia.

Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro: com fachada e estilo barroco a Igreja foi construída pela Irmandade de São Pedro no local da antiga capela de São Martinho e ficou concluída em 1727. Tal como as igrejas de São Domingos e São Gonçalo, a Igreja de São Pedro possui um órgão de tubos ibérico que é utilizado para atuações abertas ao público e inseridas na programação regular da paróquia.

Igreja da Misericordia de Amarante
Igreja da Misericórdia

Igreja da Misericórdia: o aparecimento da Igreja da Misericórdia de Amarante coincide com o período de expansão das Misericórdias no país em meados do século XVI. A Misericórdia de Amarante administrava o hospital da albergaria e a gafaria. A Igreja foi sofrendo alterações até ao século XIX. Recentemente abriu junto à Igreja o Centro Interpretativo de Memórias da Misericórdia de Amarante.

Solar dos Magalhães

Esta casa senhorial do século XVI pertenceu à família Magalhães. Da estrutura original, atualmente apenas permanecem as paredes exteriores. A casa encontra-se em ruína desde 1809, quando foi incendiada pelas tropas francesas durante a 2ª invasão. Conta-se que por cada dia de resistência à ocupação francesa o General Loison retaliava incendiando uma casa nobre. Contrariamente à maioria das casas que foram incendiadas, o Solar dos Magalhães nunca foi reconstruído, permanecendo as suas ruínas testemunho dos violentos ataques e tornando-se assim um símbolo da resistência à entrada na vila.

Mosteiro de Santa Clara
Mosteiro de Santa Clara

Foi fundado no século XIII por D. Mafalda (infanta de Portugal) e adoptou em 1272 a Ordem de Santa Clara. Foi alvo de intervenções nos séculos XV e XVI e mais tarde de uma profunda reedificação após o incêndio de Abril de 1809, onde apenas se salvou a capela e p portal da entrada. Com o fim das ordens religiosas em Portugal, em 1834, a atividade do mosteiro irá encerrar, sendo este edificado posteriormente vendido em hasta pública e convertido em casa particular – a Casa da Cerca. Em 1993, a Casa da Cerca foi adquirida pela Câmara Municipal para a instalação da Biblioteca e Arquivos Municipais, sendo que atualmente pouco resto do conjunto monástico.

Ponte do Arquinho

Ponte do arquinho: ponte medieval de granito, com um arco de volta perfeita que atravessava a Ribeira de Padronelo e cuja designação deu nome ao Largo do Arquinho. O crescimento da malha urbana escondeu a ponte que foi descoberta durante o arranjo urbanístico do Largo Conselheiro António Cândido e da Rua António Carneiro.

Ponte do Arquinho, Amarante
Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso

Este museu, antes Biblioteca-Museu Municipal de Amarante, foi fundado em 1947, pelo Dr. Albano Sardoeira, visando reunir materiais relativos à História Local e lembrar artistas e escritores amarantinos: Amadeo de Souza-Cardoso, António Carneiro, Acácio Lino, Manuel Monterroso, entre outros. Instalado no Convento Dominicano de S. Gonçalo de Amarante, construido ao longo dos séc. XVI-XVIII, o Museu foi progressivamente ocupando alguns desses espaços, sucessivamente qualificados até ao projeto revalorizado de arquitetura, de 1980, do arquiteto Alcino Soutinho. Em 1993, com a passagem da Biblioteca para a Casa da Cerca, os dois pólos culturais tornaram-se independentes. Com o objectivo de consagrar o génio criativo de Amadeo, a Câmara Municipal de Amarante e o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso instituíram o prémio Amadeo de Souza-Cardoso em 1997, com periodicidade bienal. Nos claustros do Museu realizam-se concertos de forma regular.

Biblioteca Municipal Albano Sardoeira

Esta Biblioteca criada em 1947, sob a iniciativa do professor e investigador de história de Amarante,
Dr. Albano Sardoeira, e, a partir de 1960, contou com a instalação da Biblioteca Fixa da Fundação Calouste Gulbenkian, contribuindo estes para a divulgação do livro na comunidade Amarantina. Inicialmente, a Biblioteca funcionava num dos claustros do Convento Dominicano de São Gonçalo de Amarante. Em 1993, a Câmara Municipal de Amarante adquire a Casa da Cerca, que se encontrava em adiantado estado de abandono, instalando aí a nova Biblioteca e também o Arquivo Municipal, tendo sido a inauguração a 1 de Novembro de 2003. Atualmente, para além da biblioteca central, localizada na cidade de Amarante, existe ainda um polo da Biblioteca em Vila Meã.
A Biblioteca está integrada na Rede Nacional de Leitura Pública, tem como princípios de gestão e funcionamento os enunciados do Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas.

BIBLIOTECA MUNICIPAL ALBANO SARDOEIRA